terça-feira, 19 de março de 2013

Em Torno do Futuro
 
          Não precisas procurar adivinhos para saber o que te espera, nem necessitas daqueles outros que te descubram o passado que já conheces pelas próprias tendências.
          A vida é o presente vivo e imperecível.
          Na tela das horas, somos o ontem que se foi e seremos o amanhã que virá.
          A semente plantada resume todas as nossas cogitações em torno do porvir.
          Terás o que cultivas.
          Não colherás figos na macieira e vice-versa.
          Ciente de que todos os pensamentos e atos são sementeiras de destino, seleciona o material que consideres adequado à tua felicidade e centraliza-o no seviço do bem aos semelhantes.
          Do que deres presentemente, recolherás os resultados depois.
          O futuro começa agora.
          Cede hoje à vida o que possuas de melhor e, amanhã, aquilo que a vida tenha de melhor te responderá.
          Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier
Do livro: "Jóia" - Ed: Ceu.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Venham cantar comigo...

         Neste vídeo, canto uma música que compus para homenagear um trabalho voluntário que participo há muitos anos, na minha cidade - (campanha do quilo). É um trabalho filiado a Aliança Municipal Espírita de Uberaba- MG, o qual é feito em duas etapas: a primeira constitui-se da distribuição dos saquinhos de papel timbrados com a finalidade específica da campanha, que são entregues, ou deixados nas caixas de mensagens das residências, em dias de sábado; a segunda etapa destina-se à coleta propriamente dita, aos domingos, quando o grupo se reune para recolher os donativos - (alimentos, roupas, e utensílios de utilidade doméstica), que são levados para uma central, onde são feitas as cestas que são distribuídas às famílias, cujas necessidades são devidamente comprovadas. Dito isto, quero convidá-lo a cantar comigo esta música, cuja letra, reflete bem o roteiro deste nobre trabalho de assistência social. Ei-la:

                                                   
                                                         
 
                                                         

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Um conto de Fada - uma "fofura"

                                                                                
                                                    


Imagem Google

Foi em uma quarta feira de verão, quando João ao navegar pela internet durante a noite, enquanto aguardava a chegada do sono, depara com um post de uma amiga virtual que, deixando  transparecer  uma dor de perda reprimida nos recônditos do seu coração, publicou um poema em forma de desabafo ou coisa assim, essas frescuras de mulher que quer parecer fiel a um amor que já não há mais correspondência,  que, perdeu o eco. João ficou penalizado ao ler o poema, mas sem saber o  que fazer, para não dar a entender que poderia passar por um oportunista, aproveitando deste momento para fazer uma cantada, disfarçou o seu comentário emitindo uma mensagem amena em forma de brincadeira. Após enviar o comentário, que aguardava moderação, resolveu tomar a iniciativa de enviar um recado por aquela via moderada. Deixou o seu endereço de e-mail e o telefone, solicitando a destinatária em pauta (Uma fofura), rsrs,  que entrasse em contato com o mesmo. Tendo em vista que a sua amiga virtual com quem interage a um tempo considerável de quatro anos mais, ou , menos, confiou, e acreditou que  ela deveria entende-lo. De fato, aconteceu. Em resposta deixou um comentário no blog do seu amigo João, confirmando que ligaria para ele sim, e, que ele poderia abrir o jogo das suas indagações referentes a um conhecimento mais pessoal.  Poder ouvir o timbre de voz para quando  estiverem escrevendo na telinha do computador interagindo entre si, ter a ideia de estar ouvindo a voz daquela pessoa no momento da escrita, já seria um consolo. Seria, não! É um conforto, conhecer pelo menos a voz de quem se tem amizade e consideração e relacionam-se por vias virtuais. João, naquela noite ficou pensativo e esperançoso de que seria agraciado com a ligação telefônica da sua amiga. Costuma desligar o seu aparelho para dormir mas, naquela noite não o fez, na esperança de atender a referida chamada. Na amanhã do dia seguinte, não consegue fugir da lembrança da noite anterior. Fica ansioso, preocupado, mas esperançoso de ser surpreendido por aquele telefonema. Até a hora do almoço, nada de acontecer. Sai de casa para levar a sua neta a escola. O trânsito estava um caos em virtude de obras que estão sendo realizadas no centro da cidade. De repente o celular toca. João não pode atender, pois o momento é crítico. Entrega o aparelho para a criança que está no banco traseiro.  Ela atende: - alô! Do outro lado, a pessoa pergunta: -  esse telefone é do João? A criança responde, é! E, curiosa, retorna a pergunta: -  quem está falando...? A pessoinha responde: -  é surpresa... Eu não posso falar. A netinha do João lhe diz: - ele está dirigindo... Neste momento, João não consegue conter a sua  alegria... Toma o seu celular que está em poder da “Juju” e, extasiado com a emoção do inusitado, começa a sorrir com o coração agradecido. Foi um momento de muita alegria para ele, embora estivesse que dividir a atenção entre a confusão do trânsito e a própria confusão das ideias para não decepcionar  a sua interlocutora.  Compreendendo que o momento não apresentava uma boa oportunidade para entabular uma conversa mais larga, a “Fofura”, amiga do João, lhe diz: - eu ligo outra vez... e despede-se enviando –lhe beijos. Agora, João está a perguntar:  - será que ela vai mesmo, ligar...?

Tenho dito!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Paródia.


       Já aconteceu com você, depois de combinar, sair de casa para um encontro com os amigos em uma festa, em um bar, em uma quadra de esporte, ou, algum lugar de entretenimento qualquer e dar com a cara na porta, não encontrar ninguém? Se isto ocorreu também com você, certamente irá concordar comigo no que tenho a dizer. As pessoas que nos decepcionam dessa maneira são indignas de serem tratadas por amigos, uma vez que, amigo que se preza, não deixa ninguém a ver navios, não é mesmo? Tendo em vista estas considerações, grafo, abaixo a minha triste experiência em forma de poesia, inspirada em uma composição de Adoniram Barbosa, compositor paulistano que poetizou a vida urbana de São Paulo. (O samba do Arnesto). Você pode até cantar para conferir o resultado desta paródia. Ei-la:


Saí de casa, animado
Para um samba em um botequim.
Chegando, não encontrei ninguém.
Fiquei magoado
Muito contrariado...
Avacalharam comigo outra vez.
Voltei pra casa
Muito aborrecido
Como um cãozinho
Que perdeu o seu dono...
Para desfazer o meu tédio
Passeei com o meu cão.
Pois, mais vale um cão amigo
Do que muitos amigos cachorros.
“Cachorrada!”
Tenho dito!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Palavra por palavra

Anne Lamott

Li, estudei, grafei, juntei, inverti, compilei e compactei algumas instruções sobre como e o quê escrever, contidas na primeira parte desse maravilhoso livro, “Palavra por palavra” de Anne Lamott  - instruções sobre escrever e viver. Trabalhei este texto como se estivesse que fazer um trabalho escolar, o que me propiciou um enorme prazer.                              



Tributo a ANNE LAMOTT
       “A arte de escrever é se sentar e praticar todos os dias.  Mas, em igual medida, também é absorver tudo o que aparece, vendo tudo como matéria-prima. Escrever é aprender a prestar atenção e comunicar o que está acontecendo; a tarefa é apresentar com clareza um ponto de vista, uma linha de visão. Há êxtase no fato de prestar atenção. Podemos alcançar uma espécie de abertura para o mundo na qual vemos em tudo a essência do sagrado, um sinal de que Deus está implícito em toda a criação. Qualquer pessoa pode tentar capturar simplesmente isto: os detalhes, as nuances, a essência. Ficar absorvidos por algo fora de nós mesmos é um poderoso antídoto para a mente racional, a mente que muitas vezes vê as coisas de uma maneira narcisista, estreita e obscura, sem oferecer esperança a ninguém. Para ser um bom escritor, não basta apenas escrever muito, você também deve se importar com as coisas.  Escreva sobre lugares e pessoas. Explore o máximo que puder: preste bem atenção nas pessoas, sua imagem, o modo de vestir, os cacoetes, a condução, seus afazeres, seus hobbys, seus amigos, seus relacionamentos amorosos; escreva um pouquinho a cada dia e não deixe de ler livros, revistas etc. Seja  ousado e original. É imprescindível, escrever sobre sentimentos, observações, sentimentos, lembranças, sonhos, e opiniões. Vá a praia e redija uma descrição do que viu; igualmente,  descreva as festas,  as discussões de família, cenas envolvendo os cônjuges, acontecimentos ou pequenos episódios da vida cotidiana, floreie e exagere alguma coisa ou todo o fato. Enfim, coloque em palavras o que acontece ou aconteceu. Escreva sempre e descubra um jeito criativo, espiritual ou estético de ver o mundo, e comprometa-se a terminar o que acabou de começar. O importante é estabelecer uma meta diária e cumpri-la ao pé da letra.  A paciência é uma boa companheira, portanto, não desista de continuar a escrever e descobrirá que isto é a melhor recompensa. A escrita traz muita alegria e muitos desafios. Haverá dias de tédio e dias de inspiração, quando as ideias fluem com mais facilidade, como em qualquer outro empreendimento intelectual.  Escrever bem é contar a verdade de um modo inteligente, e isto, é tão fácil e agradável quanto a dar banho em gato. Qualquer pessoa que sobreviveu à infância tem material suficiente para escrever pelo resto da vida. Então, simplesmente comece a escrever as memorias dos primeiros anos de escola, dos primeiros professores, dos colegas de turma, das roupas , de  quem você sentia ciúme. Fale tudo das festas em família, o quê era servido, as músicas que ouviam e o modelo das roupas que usavam. Fale da moda dos penteados e dos meios de transportes da época. Escrever bem é uma questão de persistência, fé e trabalho árduo. Entretanto, quando descobre o que um canto da sua visão realmente é, sua produção dispara. A verdade é que, se você treinar todos os dias, se lentamente for experimentando desafios mais difíceis, vai melhorar. Se um dos seus desejos mais profundos de seu coração é escrever, há meios para levar a cabo seu trabalho e vários motivos para que o faça. E, não se esqueça de aprimorar a sua qualidade de atenção: podemos perceber detalhes incríveis durante um dia, mas raramente nos permitimos parar e realmente prestar atenção.
Todos os créditos para esta extraordinária escritora ANNE  LAMOTT.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Viva a criança!


“Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o reino do céu” (Jesus).

Todo dia é dia da criança, este ser maravilhoso que Deus coloca em nosso caminho para nos encantar, nos alegrar com a sua inocência, nos surpreender com os primeiros passos, nos fazer rir das primeiras palavras mal pronunciadas, e, Às vezes nos deixar irritados com o choro, ou com o estrago de algum objeto... Mas, as coisas não podem valer mais do que as pessoas, principalmente, quando se trata de uma criança, não é mesmo?! Casa que tem criança é uma casa feliz - tem barulho e alguma bagunça também; quebra a monotonia, desfaz o tédio e alimenta os sonhos dos pais de proporcionar a ela um futuro promissor, porquanto, tudo deve girar em torno da sua felicidade, pois ela veio ao mundo para ter uma vida feliz.
 Viva a criança!
 LÁ, NA MINHA CASA                       
TENHO OS MEUS BRINQUEDOS
UMA PSICINA RASA
E, EU BRINCO SEM MEDOS...
 LÁ NA MINHA CASA
TEM DOIS PASSARINHOS
SÃO DUAS CORUJAS
QUE ME DÃO CARINHOS
 LÁ NA MINHA CASA
TEM UM CACHORRINHO
É UM VIRA-LATA
MUITO ESPERTINHO
 HOJE EU VOU Á ESCOLA
AMANAHÃ, TAMBÉM
E, VOU JOGAR BOLA
COM QUEM ME QUER BEM.
 MINHA PROFESSORA,
NÃO É MINHA TIA-
É UMA ALMA BOA
DE MUITA SIMPATIA
 UM DIA, VOU CRESCER,
COMO ÁRVORE DE UM POMAR
FLORECER E DAR BONS FRUTOS
TAMBÉM FORMAR UM LAR.
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Eu não sou uma criança, mas...
Tenho dito!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Oração de um blogueiro

Hoje, de manhã, senti a necessidade de fazer uma prece em favor do mundo virtual que, não é muito diferente do mundo real no que se refere as relações humanas. No mundo real, o relacionamento, seja ele qual for, é corpo a corpo (tête a tête), pode-se sentir o tato, o cheiro, o calor humano, ler nos olhos do outro a expressão da sinceridade ou da falsidade, se tiver acuidade para isso. No mundo virtual, O internauta é um cidadão oculto, intocável, que consegue aurir afeições de amizades, sentir, mesmo a distância, uma espécie de calor humano; a não ser que, esteja falando com um robô muito inteligente, uma máquina fria. A interação, portanto, é mais de alma para alma. De coração para coração.
Dito isto, quero convidá-lo a fazer esta prece, independente da sua crença religiosa. É uma oração ecumênica. Ei-la:

Oração de um blogueiro



Obrigado, Senhor meu Deus pelas bençãos do progresso tecnológico, pela dádiva da internet, que me permite o acesso a informação e a cultura; obrigado, por me permitir ser um blogueiro e poder compartilhar os fragmentos das verdades que aprendemos com os livros reveladores da vossa criação. Permita-me Senhor, que ao adentrar este espaço virtual, eu possa ser um navegante atento, sincero e respeitoso, com a consciência iluminada de um bom cristão; que ao visitar o espaço alheio eu não deixe a impressão da indiferença e, sim, as pegadas de um viajor que busca encontrar o caminho do amor universal, da harmonia e da paz; que ao interagir com meus irmãos de ideal, eu seja sincero, compreensivo, discreto, respeitoso, verdadeiro e leal aos princípios éticos que norteiam a nossa relação de amizade.Conceda-me a graça , Senhor, se eu for merecedor da vossa confiança, que eu seja um mensageiro da paz, da fé, da esperança e da fraternidade, que farão os meus dias melhores com a consciência de um dever cumprido. Amém.


Tenho dito!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Reflexões para um ano novo

Uma Página Em Branco

Uma página em branco, para exaltar a paz...

Uma página em branco, para lembrar um vestido de noiva...

Uma página em branco, para destacar a luz, desfazendo as trevas...

Uma página em branco, para não esquecer a neve...

Uma página em branco, para notar as núvens...

Uma página em branco, para não dar branco - recordar...

Uma página em branco, para saber silenciar...

Uma página em branco, para solicitar poesia...

Uma página em branco, para ouvir as melodias das pausas...

Uma página em branco, para agradecer os dias de sóis...

Uma página em branco, para ilustrar a nossa Via Lactea...

Uma página em branco para, meditar... sonhar, e, acreditar!

Tenho dito!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

"Buraco Negro"


       Na minha cidade existe um barzinho em uma avenida central da cidade, cujo nome é “Buraco da Onça”.
       Certo dia encalorado de sábado, por volta das treze horas sentei-me a uma mesa colocada no passeio e pedi uma cerveja. Fiquei ali observando o movimento da avenida, enquanto aguardava o horário de abertura do “BINGO”. Gostava desse jogo!  Em princípio – diversão; depois - compulsão.
      Minutos após ser atendido pelo garçom,  vi surgir um indivíduo maltrapilho. Aproximou-se de uma lixeira que estava próxima ao bar, e procurou alguma coisa para comer. Encontrou! Comeu!
       Bem em frente ao bar havia um prédio abandonado com um aspecto muito sombrio... Peguei  uma folha de papel qualquer e comecei a escrever umas poucas linhas para uma breve reflexão: no “BURACO DA ONÇA” tem carne para comer; em um  buraco negro do Universo Sideral, haja luz para devorar; nas janelas de um prédio abandonado, a escuridão lembra a solidão macabra dos morcegos; no negro do asfalto, reside o buraco negro dos buracos e a confusão do trânsito: deslizante, trôpego, ofegante - engarrafado enfado...
      Num buraco negro da vida, um homem pode sobreviver, mas se entrar no fundo do poço, o buraco toma proporções indefinidas...
      Num buraco do jogo, o buraco da bolsa, o buraco do bolso, o buraco da falência – o buraco do buraco...
      Num buraco do lixo, o buraco do bicho, o buraco da fome e o possível buraco de um homem.

Tenho dito!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

APRENDENDO COM A FÍSICA (nº 02)


            (mecânica)  


A FORÇA DA VIDA É O AMOR

EXCELSO PODER DO CRIADOR

MINHA VIDA É UM MOVIMENTO

E O MEU CORAÇÃO É UM MOTOR.

NÃO  PRECISO  SER  MECÂNICO

BASTA-ME SER UM BOM APRENDIZ

PARA ENTENDER A DINÂMICA

CONTIDA NA FORÇA MOTRIZ...

CONTRA A FORÇA NÃO HÁ RESITÊ NCIA!

VENHA-NA DE ONDE VIER...

ASSIM, SENDO, VOU FORMAR UM BOM TIME!

COM NEYMAR, MARADONA E O PELÉ!

LEVO A VIDA, COM MUITO BOM HUMOR...

AFASTANDO O PODER DA MALDADE

COM A FORÇA DO AMOR SOU UM VETOR

A CAMINHO DA FELICIDADE.

NÃO  VOU  FICAR  ESTÁTICO

ESPERANDO  A  MORTE  CHEGAR

ENQUANTO  DEUS  DER-ME  FORÇAS

VOU  TRABALHAR  E  AMAR...
Tenho dito!

 

              

domingo, 1 de maio de 2011

Dia do trabalho


       Em homenagem ao dia do trabalho, publico este poema que fiz há algum tempo para homenagear o Conservavatório Estadual de Música, Renato frateschi, na cidade de Uberaba/MG, onde leciono e tenho aprendido muito também com os meus alunos e os meus colegas de trabalho. Ei-lo:

               Conservatório

     O meu trabalho é um oratório
     Onde expulso os demônios
     Onde os anjos cantam hosanas
     Louvam a Deus, sem serimônias...

     O meu trabalho é tão sublime
     Quanto as mãos de um lavrador
     Fazendo brotar da terra
     Sem jamais pensar em guerra
     A semente do amor...

     O meu trabalho é prazenteiro...
     A curto prazo, pequeno valor
     Já ensinei a tantos! 
     Esses tantos a outros tantos
     Um dia serei  "tanto" aplaudido com amor.

     O meu trabalho nunca atalha
     Pra chegar depressa ao fim
     Tenho jogo de cintura
     Amo toda criatura 
     Que aprendendo me atura
     Sem nenhuma ruptura
        Pra depois, viver em mim.

     Trabalho é sempre sagrado
     Seja em qualquer lugar
     O meu trabalho é um oratório
     Onde não cabe o falatório...
     Vamos todos dar as mâos
     Com a mesma gratidão
     Cantar juntos a mesma glória
     De sermos todos irmãos.
     Assinado: CONSERVATÓRIO.
    
     Tenho dito!
    
    

domingo, 10 de abril de 2011

Morrendo disso

                                  Morrendo disso

     Quando eu era ainda criança, em torno dos meus seis anos de idade, estando a brincar puxando um automóvel de plástico – (Era de cor verde). Incrível como posso ter esta lembrança até nos dias hoje... Uma tia, a qual me hospedou por algum tempo em sua residência, me perguntou: - Joãozinho, o quê você quer ser quando crescer? – Professor de violão! Respondi-lhe sem mais delongas. Naquele dia, pude ouvir o som de um violão tocado ao vivo, em uma emissora de rádio.
     Depois de muito tempo, na minha adolescência, sem me dar conta desse fato, comecei a aprender tocar violão a deus dará... Como eu não tinha o instrumento, estudava com o violão do meu amigo José Francisco, que o cedia para mim, emprestado por algum tempo, para exercitar as primeiras lições ditadas por ele. À medida que eu ouvia Dilermando Reis, violonista brasileiro que tornou o violão o instrumento mais popular do Brasil, a minha vontade de aprender a tocar ficara mais e mais aguçada. Decidi procurar um professor particular para me ensinar a tocar por música, lendo partituras.
     Jamais passou pela minha cabeça a idéia de lecionar música. Tornei-me músico simplesmente para satisfazer meu ego. Na verdade, na minha juventude o que eu queria mesmo era impressionar as garotas do meu bairro. Vez por outra amanhecia na rua fazendo serenatas aos pés das janelas das casas das pretendidas. Certa feita, quando me encontrava cantando à janela de uma donzela, eis que ouço uma voz estridente e feroz: Saia daí imediatamente, seu vagabundo! Quando ultrapassei o corredor da casa, sentido a rua, o indivíduo estava debruçado na janela da sala com um revólver em punho ameaçando dispará-lo contra mim. Saí de lá com o rabo entre as pernas, muito humilhado...
     Você já deve ter notícias de quanto os artistas no século passado sofriam preconceitos. As atrizes eram consideradas prostitutas, os violonistas, notívagos beberrões e boêmios vagabundos. Na nossa literatura há registros dessa natureza.
     Mas, não há nada que o tempo não conserte ou cure. Com a criação dos conservatórios de música (em princípio ensinavam somente o piano clássico), depois o acordeom e outros instrumentos, inclusive o violão.
Foi então que recebi o convite para lecionar violão clássico em um dos conservatórios do meu Estado de minas Gerais, tendo eu que mostrar a minha competência dando um recital na sala da diretora, fato este que jamais tive notícias de ter acontecido com outros colegas de magistério.
     Bah! Cumpriu-se a minha profecia de criança. Tornei-me de fato um professor de violão, profissão em que milito até nos dias de hoje. 
     Há um ano, por fatalidade do destino, perdemos um colega. Um jovem dotado de um extraordinário talento musical. O seu corpo foi velado no anfiteatro do conservatório, onde pude prestar-lhe uma última homenagem. Executei algumas peças apropriadas para o momento, músicas consideradas clássicas pelo público em geral. Nos momentos em que eu tocava, sentou-se ao meu lado uma jovem senhora com um recém nascido no colo e permaneceu ali até que eu parasse de tocar.Depois, saí para o pátio e a referida senhora se acercou de mim e disse-me: - Você vai ser o professor do meu filho, apontando para o bebê. – Como, se estou prestes a aposentar-me? Quando ele tiver a idade de aprender não estarei trabalhando mais aqui. Estarei aposentado. Com um sorriso nos lábios ela disse-me: - Não tem importância, você dá aulas particulares para ele...  - Está bem, Estamos combinados....
Isto me leva a crer que estou fadado a ensinar violão até, até...  até, não sei quando.
     Acho que vou morrer disso...

Tenho dito!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Um Novo Dia

        

    
                                Hoje, o Sol bateu em cheio na minha janela, e, eu pude beijá-lo com muita força e alegria, pois, há quase um mês que chovia na minha cidade. Quando não chovia, o Sol ficava escondido pelo mau tempo. Decidi entrar no clima,  conformar-me com a nova situação.
     Para comemorar a chegada do sol, decidi postar uma pequena poesia para uma breve reflexão. 


                                            UM NOVO DIA

                                            Vamos pular corda
                             Entrar na malhação
                             E, vamos pular a parte
                             Que machuca o coração
                             Hoje é um novo dia
                             Amanhã, também será
                             O ontem, já não me lembro
                             O deixei para trás.
                                     Tenho dito!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Celular

Ter celular é bom, mas se a gente pudesse viver sem ele seria bem melhor. Detesto ter que carregar este aparelhinho cretino, mas a modernidade nos obriga a isto, não é mesmo? Então vamos falar mais um pouquinho dele em forma de poesia:


O Celular

Celular no bolso
Grilo na cabeça
Veja só que besta...
Quer tagarelar.

Quer estar na moda
E entrar na roda
Dos que compram tudo
Só para se mostrar...

Celular é útil
Celular é fútil
Serve pro trabalho
E para namorar...

Não fico sem ele
Pois preciso dele
Pra saber aonde
O meu amor está.

Tenho Dito!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

AIDS é poesia!

Nunca é demais lembrar que a prevenção é o melhor caminho para o encontro com uma boa qualidade de vida. Leiam mais...

        SIDA

Vou falar de AIDS
Vou me proteger
Dar valor à vida
Pois quero viver...
Ver o futuro resplandecer
Com muita saúde, alegria e prazer...
AIDS é problema meu
AIDS é problema seu
AIDS - crentes e ateus
Não escolhe classe
Nobres ou plebeus...
Defender a vida da banalidade
A realidade é dura, pode crer
O cidadão precisa entender
Que a prevenção é a razão de viver
Viver e amar sem nada a temer.
Tenho dito!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Uma Semana "Encantada"...

     Realizou-se no Conservatório Estadual de Música de Uberaba, MG, Renato Frateshi, na última semana do mês de maio, a primeira semana da música, que não pode, por uma fatalidade, ser realizada completamente, pois, Deus, levou para a sua morada, um jovem talento que tinha tudo para brilhar nos palcos de qualquer lugar do nosso planeta - O nosso saudoso e admirável, JOSUÉ DE SOUZA.
     Leiam mais...


    Primeira Semana da Música
    (Uma semana “encantada”)

     Uma semana marcada por momentos de grandes alegrias, revelações de talentos, muita cultura musical e a presença maciça do público, que reuniu várias gerações para o encontro com o verdadeiro sentido da música em nossas vidas, agregando mais conhecimentos advindos de músicos altamente qualificados que, com muita maestria puderam nos presentear com valorosas aulas e espetáculos dos mais variados estilos da música considerada clássica, MPB, choro, e um verdadeiro show de jazz.
O anfiteatro Renato Frateschi decorado de forma simples e aconchegante, para a abertura do evento, estampava na circunferência do palco várias capas de discos de vinil, dando um colorido ao ambiente e despertando curiosidades e interesses culturais.
     Abrem-se as “cortinas.” O teclado é a vedete da noite. Os músicos posicionam-se e dão início a apresentação com um tema agitado na batida do samba, pra depois dar seguimento a uma seleção de músicas do gênero instrumental. O nosso saudoso Sylvio Robazzi, grande pianista uberabense recebe uma homenagem póstuma com a música, Pedaço de Bolo, de (Hermeto Pascoal). O Tecladista se emociona ao lembrá-lo e platéia o aplaude efusivamente
     Os espetáculos continuam dando curso à programação da noite, e há outra conotação musical, com a camerata de cordas de nossa cidade. Ouvimos Beethovem. A sensação que temos é de viajar no tempo e no espaço, enlevados pelos acordes da sua quinta sinfonia.
     Dos sons dos instrumentos de cordas acústicos, passamos a ouvir o som metálico de uma guitarra elétrica em meio a um magistral work shop, por um jovem de cabelos longos e uma cabeça genial.
     Volta-se ao acústico com a sua majestade, o violão clássico. A atmosfera psicológica fica rarefeita. Podemos meditar tamanho é o silêncio reinante nesse clima solene, quase religioso, mas a seguir vamos penetrar na história de um grande brasileiro, que soube, mais do que ninguém fazer a crônica do proletariado paulistano, cujas músicas recheadas de muito humor e bom gosto nos foram lembradas e estão registradas na história da cultura popular do nosso povo. Este personagem que pudemos conhecê-lo melhor é exatamente Adoniram Barbosa. “Se vocês pensam que nois fumos embora, oh, nois aqui traveis!”
     O manto da noite envolve o dia ensolarado, mas o calor permanece no ânimo dos personagens ativos e passivos de mais um encontro no palco das emoções.Um quinteto de jazz e uma estrela a brilhar... Uma pausa para esta estrela, JOSUÉ DE SOUZA. Estão a postos para nos premiar com mais um espetáculo sonoro de altíssima qualidade sonora e interpretativa. Os sons metálicos enchem o ar de ondas oscilantes de devaneios melódicos. As poltronas disponíveis no auditório são incapazes de receber o grande público que em parte acotovelam-se no corredor de acesso ao anfiteatro. Reverbera-se o som. Respondem o flashes registrando grandes momentos. É impossível não se emocionar. Solos sucessivos arrancam aplausos espontâneos da platéia. O som é forte, pesado em contraste com a harmonia que os ouvidos acolhem de muito bom grado. ( ...) Mais uma homengem póstuma a Sylvio Robazzi – aplausos. Os timbres misturam-se e às vezes, isolam-se para um solo a parte e o baterista faz um malabarismo com as baquetas. Atinge-se a apoteose da primeira sessão da música instrumental. Gritinhos, assovios e aplausos se misturam em entusiástica onomatopéia
     E tem mais show a seguir nessa maratona musical. O momento promete, pois o entusiasmo e a alegria dos músicos são contagiantes. E, quem pensava em ouvir mais música instrumental, se surpreende com a voz grave e entusiástica de um exímio cantor de blues, acompanhado pelos seus colegas da banda, todos exibindo um excelente nível técnico. Entre eles, um multinstrumentista que nesta noite de plena inspiração domina dois instrumentos de famílias diferentes, o teclado e o saxofone. Estou falando da estrela que vimos brilhar em todo o esplendor do seu potencial artístico, JOSUÉ DE SOUZA. Nesta noite ele estava muito inspirado e havia uma consonância de amizade muito grande entre os componentes da banda blues. Esta noite foi um presente que Deus permitiu que recebêssemos e que não será esquecido, jamais.
     A programação continua no dia seguinte, na quinta feira, com palestras e recitais à tarde e à noite, mas o destino mudou o rumo dos acontecimentos.
     Entre tantas oficinas realizadas, houve a de ritmos corporais. O corpo fala, o corpo dança, sapateia e bate palmas. O corpo também cai, e talvez não viva mais.
     Pensemos nisto.
     Tenho dito!

domingo, 16 de maio de 2010

Meme

Meme – A Música da minha vida

Fui inidicado pelos amigos, Rosana Madjarof, do blog Pedacinho do céu, José Felipe, do blog De Tudo Um pouco e a Denize, do blog da Comentarista para fazer esse meme. Espero que gostem das músicas que não saem da minha cabeça. Então, vamos lá:

Meus caros amigos, é impossível dizer qual é a música que não sai da minha cabeça. Mas, devo deixar registrado que a música tem me acompanhado desde a minha mais tenra infância, quando meus pais moravam na roça (hoje, zona rural), ficou mais chique...

Era costume às tardes, o pessoal se reunir na varanda ou a frente da casa para tocar violão e cantar modas caipiras. Enquanto eles tocavam, eu os ouvia com muita atenção e observava os movimentos dos seus dedos nos instrumentos musicais. Lembro-me bem que um dos meus irmãos pegava duas colheres de sopa e as transformavam em instrumentos de percussão.

Tenho na memória, como lembranças vivas da minha origem caipira, das folias de reis, que visitavam as fazendas trazendo no conjunto um palhaço para alegrar as crianças.

Era comum erguer uma tolda de lona no terreiro de chão batido e realizar bailes, onde os pares dançavam ao som de sanfona, violão cavaquinho e pandeiro. De modo que, este passado não sai da minha cabeça, e, quando ouço música legitimamente caipira, fatalmente volto às minhas origens.

Entre tantas outras músicas, estou a lembrar de uma moda que era muito cantada naquela época, MODA DA  MULA PRETA, não sei quem é o compositor, mas vou tentar encontrá-la no Youtube e passar o link para vocês conferirem.

O tempo passou e eu com a minha vocação formada, decidi ser professor de música em conservatórios e ministrando aulas particulares também.

 Professor de violão tem uma meta a cumprir: o aluno tem que sair da primeira aula cantando e tocando uma música, mesmo que seja simples e pequena. Esta música que sempre passo para as crianças e até mesmo para os adultos chama-se MARCHA SOLDADO, um folclore brasileiro, que se usam apenas dois acordes simples para fazer o acompanhamento. É uma estratégia para dar ânimo ao iniciante.

Esta música não sai, e não sairá da minha cabeça tão cedo, pois continuo a usá-la, ou ouvi-la em outras salas de aulas na escola.

Com vocês: MARCHA SOLDADO!

Inezita Barroso A Moda da Mula Preta

Indico para fazer o meme os seguintes amigos:
Você e mais alguns voluntários da pátria, para fazer a nossa vida mais feliz.
Gente, vamos viver a vida com muita alegria, pois a morte não manda recado.
Tenho dito!

 

quinta-feira, 6 de maio de 2010

De mãe para filho(a)

     Fiz essa poesia  inspirado em um recado que passei para uma amiga do dihitt, que está sofrendo por ainda não ter conseguido a guarda definitava de sua filha. Neste recado eu lhe disse: você é uma pedra preciosa que encontrei no meu caminho. (Não é uma cantada não, viu?). Brincadeira para alegrá-la um pouco. Daí, veio-me a idéia de prestar-lhe uma homenagem pelo dia das mães. Deus pode me abençoar, permitindo que eu escrevesse estes versos que irão ler.
     Aproveito a oportunidade desse mês de maio, em véspera do dia das mães,  para dedicar este despretencioso poema, a todas as mães que, por motivos de separação, desaparecimento, ou outro motivo qualquer, estão separadas ou distantes de um(a) filho(a). Espero que a simplicidade das palavras possam exprimir de alguma forma os sentimentos de uma mãe que sofre por amor aos seus filhos queridos.


De Mãe para filho(a)

Tu es uma pedra preciosa
Que Deus pôs no meu caminho

Mas vou vivendo de sonhos
Acordo, e me vejo sozinha...


Tento pintar o teu rosto
Mas não sai uma só linha
Queria vê-la sorrindo
Dizendo, mamãe, eu sou tua, tu és minha.


Mas eu ando tristonha
E com razão pra sobrar
Por que arrancar a pétala
Da rosa que fica a chorar?


Os direitos são iguais
Não sei se aplicam aos rivais
O amor de mãe é divino
Não se compara ao do pai...


Que Deus ilumine os juízes
A justiça, e os poderes legais
Que dêem a quem de direito
O direito de não sofrer mais...


Entremos nesta corrente
Em nome do amor e da paz
Louvando sempre as mães
Nos mais altos pedestais!
Tenho dito!



quarta-feira, 5 de maio de 2010

Água

     Vamos fazer a nossa parte para preservar o quê ainda há de bom no nosso planeta "Água"!

          Água


Se queremos vida longa
Com saúde e ter lazer
Urge ter água potável
Sem a qual não há viver...
Racionar é racional
Vamos ser mais racionais
A vida está na vida dos nossos mananciais
"Água mole em pedra dura,
tanto bate até que fura".
Água que com a candura
Tudo limpa, tudo apura...
Vamos usar a razão
E evitar a vazão...
O uso é um direito
Desperdício é um defeito
Da falta de educação.

Tenho Dito!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Seis coisas que vocês não sabem sobre mim...

Seis coisas que vocês não sabem de mim:



      Atendendo o convite do meu amigo Geraldo, do blog do Pharis, transcrevo abaixo as seis coisas que vocês não sabem sobre mim:





1- Bem... vou começar pelo começo. Sabem a onde eu nasci? Ah, não foi em hospital, não. Nasci em uma casa de pau-a-pique e cobertura de sapé, sob os cuidados de uma parteira, em pleno sertão das Minas Gerais;


2- Contou-me a minha mãe que eu ainda muito pequeno, por um descuido seu, engatinhei até a dispensa onde haviam pilhas de sacos de arroz . Comi uma boa quantidade de veneno para matar ratos e estive à beira da morte, mas estava escrito nas estrelas que eu deveria viver por muito tempo para fazer, também, este post;


3- . Minha primeira professora foi uma tia que, na verdade, não tinha diploma de normalista, mas que se dispunha como voluntária para ensinar as crianças de uma pequena comunidade de lavradores, entre os quais, o meu pai foi um deles, que a vida toda trabalhou para enriquecer os fazendeiros que lhe “cediam” um pedaço de terra para o plantio, fazendo um contrato verbal, quando na ocasião o proprietário das terras teria direito a 50% da colheita. O meu pai morreu sem terra, sem teto e somente pode aposentar-se pelo benefício da lei (70) decretada pelo governo, da ditadura milita;


4- Aos quatorze anos de idade fui matriculado por minha escolha em um internato, Seminário da Igreja católica, onde permaneci por pouco tempo. Expulsaram-me por ter fumado, inocentemente, um cigarro de papel que ganhei de um colega. Disseram para os meus pais que eu estava pondo os meus colegas perdidos, quando na verdade alguns dos padres nos davam este mau exemplo. Acontece que, sendo os meus pais muito pobres, pagavam apenas 1/3 do valor da mensalidade, e, mesmo assim, atrasavam o pagamento frequentemente. Acho que o cigarro foi a gota d´gua para que eles se livrassem do peso de ter em seus domínios um representante da pobreza. Havia lá um indivíduo que era cleptomaníaco, que furtavam as nossas coisas, cujos superiores, tinham conhecimento dos fatos. Como era filho de gente abastada, não o expulsaram...


5- Nesta época meus pais moravam na cidade, mas o meu pai continuara com o seu serviço de lavrador, nos arredores daquelas plagas. Eu tinha que trabalhar e encarava qualquer tipo de serviço como: vendedor de esterco de animal - adubo para as hortas que, naquela época, era muito comum ter nos quintais da maioria das residências. Isto mesmo! Eu saia a catar o produto pelos pastos, ensacava, colocava em um carrinho de mão e saía a oferecer de casa em casa. Fui também engraxate, entregador de roupas de tinturarias, ajudante de açougueiro, servente de pedreiro, pintor de parede, e sempre ganhando uma miséria. Os menores de idade eram mesmo escravizados pelo sistema. Havia o salário de menor, sabia? Mas era um privilégio para poucos, como o serviço de contínuo (Office boy) exclusividade dos bancos.


6- Chegou a época em que eu deveria me alistar para o serviço militar. Alistei-me. Estava desempregado e não o dinheiro para comprar o fardamento que o Exército não fornecia naquela ocasião. Me apresentei ao Tiro de Guerra, a paisana. O sargento me perguntou pelo uniforme. Eu disse que não tinha dinheiro para comprá-lo. Foi um momento de muita humilhação. Com muito custo ele concordou que eu poderia arranjar uma farda usada, e assim, concluí o serviço militar pagando o mico por usar um uniforme desbotado. Ah, naquela época, ninguém conhecia a expressão DIREITOS HUMANOS, havia muito abuso de poder.
Tenho dito!
Indico para fazer um post idêntico sobre o mesmo tema, os amigos:
Edilene - aaamorrr - http://www.mensagensdiversificadas.com.br
Vovolili - http://www.vovolilian.blogspot.com
E, mais quatro voluntários. Portantanto, um passo`a frente!

domingo, 25 de abril de 2010

Poeira

             Poeira...

Eu tenho cá minhas loucuras...
Meus conflitos e agruras
Tenho minhas frustrações...
Afinal, quem não as tem?
Ninguém, se acha, estar completo
Há sempre uma pedrinha no caminho...
Quem tem um bem material, ou mais
Quer merolhá-los, ou adquirir os mais modernos...
É natural... faz parte da vaidade e da ambição
Inerente ao ser humano...
Umas coisas vão, e outras chegam...
As que chegam, têm sempre atrativos louváveis...
Um carro zero saiu da loja,
 Em pouco tempo entra para o rol dos usados...
Tudo passa... os sonhos também...
Ah, como eu gostaria de ter uma máquina de escrever?!
Já tive este sonho... Passou...
E é bom e necessário que seja assim!
Se não houver ambição e sonhos de consumo, não há progresso...
Ainda tenho muitos sonhos...
Há muito chão pra caminhar...
A não ser que, Deus o encurte...
Eu tenho minhas manias...
Uma delas, zangar-me por ninharias...
Eu não tenho paciência
Para estacar-me em filas
De esperar as noites devorar os dias...
Eu tenho minhas carências
Fraquezas e compulsões...
E, eu fico pensando...?
Até quando vou destruiur meus pulmões...?
No que tenho me agarro
Na bebida e no cigarro (de leve)...
E, se falta-me o café
Eu rezo com muita fé
Pra Deus dar-me o quê eu preciso
Sem tirar o pão do Zé...
E assim vou levando a vida
Como eu sou, no meu vagar
Vou vagando como o vento
Deixando a poeira pra trás
Pois se o passado voltasse
Eu mudaria muitas coisas, menos
A beleza de amar.
Tenho dito!